Projeto de João Gabriel resgata a ancestralidade por meio da arquitetura
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Sob o tema ‘Semear Sonhos’, a CASACOR Bahia 2025 apresentou cerca de 40 projetos assinados por mais de 50 arquitetos e profissionais do setor. Um desses espaços é o Ateliê de Tebas, que apresenta beleza, história, resistência e ancestralidade por meio do design.

Assinado pelo arquiteto João Gabriel, o ambiente é um resgate à memória do primeiro arquiteto negro do Brasil, Joaquim Pinto de Oliveira, conhecido por Tebas. Ex-escravizado, ele era especialista em fachadas com pedras e teve o seu potencial reconhecido pela Igreja Católica no Período Colonial. Ao revisitar esse legado, João Gabriel propõe um mergulho na ancestralidade e reafirma a potência da representatividade negra na arquitetura.
Com referências ao estilo mid-century, presentes em elementos como o ladrilho hidráulico, o forro de madeira e as luminárias pendentes, o ambiente criado por João Gabriel representa um ateliê de arquitetura de 60m² composto por quatro ambientes integrados: sala de convivência, mesa de reuniões, mesa de atendimento e um grande acervo de livros, que funciona como uma biblioteca pessoal e elemento cenográfico.

Para fazer conexão às obras de Tebas, João apostou no verde escuro, cor muito presente nas fachadas que criava, além da madeira escura. Suas escolhas foram os MDF Erva-Mate, da Linha Colors, e o Baviera, da Linha Madeiras do Mundo - Dual Syncro, que compõem o grande móvel de biblioteca e a mesa do arquiteto, e criam um bom contraponto com a estampa colorida e marcante do piso.
Para João, manter viva a memória de Tebas é um compromisso que ultrapassa o tempo. Assim, O Ateliê de Tebas é uma forma sensível e poderosa de compartilhar essa história com força e beleza.